terça-feira, 16 de junho de 2026

VÍDEO: Assessor morre e vereador do PL é baleado durante transmissão ao vivo

Na noite desta segunda-feira (15), o vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos, e seu assessor foram baleados em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O ataque ocorreu durante uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel.

Segundo informações iniciais, o assessor, que realizava a filmagem, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Já o parlamentar foi atingido nas pernas e permanece internado, com quadro considerado estável.

Pouco antes das 22h, o vereador aguardava do lado de fora da UPA enquanto acompanhava uma mulher e uma criança que havia sido mordida por um cachorro, conforme informou a direção da unidade.

Durante a transmissão ao vivo, um veículo passou pelo local e os ocupantes efetuaram diversos disparos. De acordo com as primeiras informações, os tiros atingiram a parede posicionada atrás do parlamentar, que estava no ponto onde acompanhava o atendimento.

O assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O vereador Cabo Deyvison recebeu os primeiros atendimentos ainda na UPA e, em seguida, foi transferido por ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe do vereador Cabo Deyvison informou que o estado de saúde do parlamentar é estável. No comunicado, o grupo lamentou a morte do assessor e pediu orações e solidariedade aos familiares e amigos de Alyson Dyego de Oliveira Morais.

A Polícia Civil informou que o vereador foi o alvo do ataque. Uma das linhas de investigação avalia se o crime pode ter relação com denúncias feitas por Cabo Deyvison sobre a atuação de facções criminosas na cidade.

O veículo suspeito de ter sido usado pelos atiradores foi encontrado abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros e passará por perícia. Já no local do ataque, os policiais localizaram um carregador de munição calibre 5.56, comumente utilizado em fuzis. A corporação afirmou ainda que armamentos de uso restrito teriam sido empregados na ação.

De acordo com o delegado Renato Oliveira, responsável pelas investigações, o atentado foi classificado como bárbaro. Ele ressaltou que a violência, além de atingir o parlamentar e seu assessor, colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais que estavam na UPA no momento do crime.

A área da UPA foi isolada pela Polícia Militar para permitir o trabalho da perícia. Marcas de disparos foram identificadas na entrada do prédio.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar autoria e motivação do ataque. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Confira: