terça-feira, 16 de junho de 2026

Médicos relatam falta de pagamento por plantões prestados durante prisão de Bolsonaro

Profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) denunciam atraso no pagamento de plantões realizados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto ele esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Pelo menos três médicos afirmam que aguardam o recebimento dos valores referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março.

A atuação ocorreu após decisão do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou acompanhamento médico permanente ao ex-presidente durante o período de custódia.

De acordo com os servidores, os serviços foram prestados por meio do sistema de Trabalho por Período Definido (TPD), modalidade utilizada para complementar escalas da rede pública de saúde. Apesar disso, os pagamentos previstos não teriam sido processados pela secretaria.

Um dos profissionais relatou que trabalhou em diversos plantões, incluindo horários noturnos e fins de semana, e estima que tenha cerca de R$ 15 mil pendentes de pagamento. Segundo ele, os registros de presença eram feitos em documentos assinados no próprio batalhão, seguindo orientações recebidas durante a execução do serviço.

Após os questionamentos sobre os atrasos, os médicos afirmam que foram orientados a encaminhar a documentação pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Mesmo após cumprir essa etapa, os valores continuariam sem previsão de pagamento.

Durante o período de atendimento, os profissionais acompanharam exclusivamente a rotina de Bolsonaro, realizando avaliações médicas frequentes e monitoramento constante. Os trabalhos foram encerrados no fim de março, quando o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar por decisão do STF.