sexta-feira, 24 de julho de 2026

Vendas do varejo brasileiro fecham 2025 com alta de 1,6%, impulsionadas por farmácias e eletrônicos

As vendas no comércio varejista brasileiro encerraram 2025 com um avanço de 1,6% em comparação com o ano anterior. No último mês do ano, entre novembro e dezembro, o setor registrou uma leve queda de 0,4%. A média móvel trimestral, por sua vez, apresentou uma variação positiva de 0,3% no trimestre finalizado em dezembro.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), indicam um crescimento mais moderado em 2025 se comparado a 2024, quando o acumulado de ganhos atingiu 4,1%. O resultado de 1,6% em 2025 se alinha a níveis de crescimento observados em anos anteriores, como 1,7% em 2023 e 1,4% em 2021.

Crescimento impulsionado por setores específicos

Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa, o crescimento de 2025 foi impulsionado principalmente pelos setores de artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, além de equipamentos para escritório, informática e comunicação. A forte desvalorização do dólar frente ao real contribuiu significativamente para as vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops.

Varejo ampliado registra estagnação

No comércio varejista ampliado, que abrange também atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o cenário foi diferente. O volume de vendas em dezembro de 2025 caiu 1,2% em relação a novembro, e o acumulado anual para 2025 foi de apenas 0,1%.

Santos atribui essa estagnação a perdas em setores cruciais como a revenda de veículos, motos, partes e peças, que tiveram um 2024 forte, e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que sofreu com a queda na distribuição de cereais e leguminosas.

Desempenho por setor

Das 11 atividades pesquisadas no varejo ampliado, sete fecharam o ano em alta:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 4,5%
  • Móveis e eletrodomésticos: 4,5%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,1%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,2%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,3%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,8%
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,6%

Por outro lado, quatro atividades registraram queda em 2025:

  • Veículos e motos, partes e peças: -2,9%
  • Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo: -2,3%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -0,9%
  • Material de construção: -0,2%

Com informações da Agência Brasil