quinta-feira, 4 de junho de 2026

Sambódromo da Sapucaí oferece acessibilidade completa para pessoas com deficiência no Carnaval

No espetáculo que projeta o Brasil para o mundo, a inclusão brilha na passarela do samba da Marquês de Sapucaí. A acessibilidade deixou de ser promessa e se tornou prática estruturada, garantindo que pessoas com alguma deficiência vivam o carnaval com autonomia, informação e pertencimento.

Sandra Santos, frequentadora assídua do Setor 13 e pessoa com deficiência visual, destaca a importância da audiodescrição. “Eu acho de muita importância ter audiodescrição no carnaval, principalmente se tivesse em todos os locais. Todo ano vou no Setor 13 e encontro lá a audiodescrição e fico muito feliz por ter lá disponível”, relata.

Inclusão comunicacional consolidada

Desde 2019, a acessibilidade comunicacional na Sapucaí é coordenada pela All Dub Estúdio, empresa oficial do evento. Ana Motta, CEO da empresa, afirma que o trabalho garante mais de 600 atendimentos diários apenas no Camarote 13, espaço dedicado às pessoas com deficiência.

“Ao longo do carnaval, isso representa milhares de pessoas atendidas com recursos como Libras, audiodescrição e mediação acessível. Consolidamos o maior atendimento diário de acessibilidade já realizado no carnaval brasileiro”, celebra Motta.

Recursos para todos os públicos

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, e também no Desfile das Campeãs, o Setor 13 oferece audiodescrição ao vivo, tradução em Libras e suporte à comunicação acessível para pessoas cegas, surdas, autistas, com baixa visão e outras deficiências.

A atuação da All Dub Estúdio se estende a blocos de rua, à FanFest em Copacabana, ao Camarote VerdeRosa e ao desfile dos Embaixadores da Alegria, bloco inclusivo que abre o Desfile das Campeãs reunindo pessoas com e sem deficiência na avenida.

Acessibilidade como direito à cultura

A iniciativa reforça o princípio constitucional do direito à cultura. “Mais do que números, falamos de direito à cultura, autonomia e pertencimento. Cada profissional envolvido, cada recurso implementado e cada detalhe planejado geram impacto social direto, ampliando o acesso e a experiência plena do público PCD em um evento de escala global”, ressalta Ana Motta.

Em um dos maiores eventos culturais do planeta, a acessibilidade dialoga com práticas de responsabilidade social e ESG. “Ser, por mais um ano, a empresa oficial de acessibilidade da Sapucaí é motivo de profundo orgulho. Acessibilidade não é um extra, é um pilar de impacto social e cidadania cultural”, comemora a CEO.

A garantia de que todos possam ver, ouvir, sentir e compreender o desfile é mais do que inclusão, é afirmar que a avenida pertence a todos.

Com informações da Agência Brasil