sábado, 18 de julho de 2026

Poluentes no ar ultrapassam limites em todo o Brasil, revela relatório

Alerta nacional sobre qualidade do ar

A concentração de poluentes no ar em todo o Brasil tem superado os limites estabelecidos pelos padrões de qualidade. A análise, baseada em dados de monitoramento, aponta que a maioria das substâncias avaliadas excedeu os limites intermediários de concentração admissíveis pela resolução do Conama ao longo do ano.

Substâncias em destaque

O ozônio (O₃) registrou um aumento médio de 11% nas medições de 2024, com picos em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O monóxido de carbono (CO) apresentou tendência de alta de 17% no Rio Grande do Sul, com registros também no Rio de Janeiro e Pernambuco. Já o dióxido de nitrogênio (NO₂) teve um aumento de até 22% no Rio de Janeiro, com elevações observadas também em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.

Outros poluentes sob observação

O dióxido de enxofre (SO₂) mostrou um aumento de 16% no Espírito Santo, com variações positivas no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por outro lado, o material particulado fino (MP2.5) apresentou uma tendência de redução de 8,4% em algumas estações de São Paulo. O material particulado inalável (MP10) atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma escola de Minas Gerais.

Avanços e desafios na rede de monitoramento

O relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA) destaca um aumento na rede de monitoramento da qualidade do ar, com 570 estações em operação em todo o país. Este número representa um acréscimo de 19% em relação a 2023 e 44% em comparação a 2022. No entanto, falhas no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr) revelam limitações e possíveis subnotificações.

Recomendações e perspectivas

Especialistas reforçam a necessidade de implementar e fortalecer planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões e expansão das redes de monitoramento. JP Amaral, gerente de natureza do Instituto Alana, ressalta a importância da plena implementação da resolução do Conama e da atualização de marcos legais, como o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar), para lidar com picos de poluição e estabelecer parâmetros críticos.

Com informações da Agência Brasil