quinta-feira, 4 de junho de 2026

Mercado mantém projeções para inflação e PIB em 2026 estáveis

As estimativas do mercado financeiro para a expansão da economia brasileira e o índice de inflação em 2026 permaneceram estáveis na edição desta segunda-feira (2) do Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central (BC).

PIB e Dólar

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 se manteve em 1,82%. Para 2027, a expectativa é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% em ambos os anos.

Em relação à cotação do dólar, a previsão para o fim de 2024 é de R$ 5,42. Para o final de 2027, a estimativa é que a moeda norte-americana alcance R$ 5,50.

Inflação e Metas

A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficou em 3,91% para este ano, após sete semanas consecutivas de queda. Para 2027, a projeção passou de 3,8% para 3,79%, e para 2028 e 2029, a expectativa é de 3,5% ao ano.

A estimativa para a variação de preços em 2026 está dentro do intervalo da meta perseguida pelo BC, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (1,5% a 4,5%).

Em janeiro, a inflação oficial do mês fechou em 0,33%, mesmo patamar de dezembro, impactada pela alta nos preços da conta de luz e da gasolina. O IPCA acumulou alta de 4,44% em 2025.

Juros Básicos (Selic)

A taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, deve começar a ser reduzida em março, segundo o Comitê de Política Monetária (Copom), caso a inflação permaneça sob controle. No entanto, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a Selic ao final de 2026 foi reduzida de 12,13% para 12% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

A elevação da Selic visa conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode dificultar a expansão econômica. A redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando produção e consumo, mas pode diminuir o controle sobre a inflação.

Com informações da Agência Brasil