quinta-feira, 4 de junho de 2026

Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 3,91% em 2026

Inflação sob controle e projeções otimistas

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a referência oficial da inflação no Brasil, foi reduzida de 3,95% para 3,91% em 2026. A estimativa consta no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). Para 2027, a projeção se manteve em 3,8%, e para 2028 e 2029, a expectativa é de 3,5% ao ano.

Esta é a sétima semana consecutiva de queda na previsão para a inflação de 2026, mantendo-se dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Desafios e ferramentas de controle

Em janeiro, a inflação oficial fechou em 0,33%, impulsionada pela alta nos preços da conta de luz e da gasolina. O acumulado de 2025 chegou a 4,44%. Para combater a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano.

Apesar da queda da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta vez seguida. No entanto, o Copom sinalizou que iniciará o ciclo de cortes na reunião de março, caso a inflação permaneça sob controle e não haja surpresas econômicas.

Selic e projeções futuras

A expectativa dos analistas para a Selic ao final de 2026 foi reduzida de 12,25% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a projeção é de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve atingir 9,5% ao ano.

A redução da Selic tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo, mas pode diminuir o controle sobre a inflação. Por outro lado, o aumento da taxa encarece o crédito e estimula a poupança, podendo dificultar a expansão econômica.

Economia em crescimento e câmbio

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a estimativa é de 1,8%, e para 2028 e 2029, o mercado espera uma expansão de 2% ao ano.

A economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025, impulsionada pela indústria e agropecuária. O PIB de 2024 fechou com alta de 3,4%. A previsão para a cotação do dólar ao final de 2026 é de R$ 5,45, e para o fim de 2027, R$ 5,50.

Com informações da Agência Brasil