sexta-feira, 5 de junho de 2026

Indústria brasileira cresce em sete estados em 2025, com Rio e Espírito Santo liderando

Em 2025, a produção industrial brasileira apresentou um crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior. No entanto, sete estados superaram essa média nacional, com destaque para o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, que registraram altas de mais de 5% e 10%, respectivamente. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa abrange 18 localidades, incluindo 17 unidades da federação com participação mínima de 0,5% na indústria nacional e a região Nordeste como um todo. O objetivo é apurar o desempenho anual da indústria em diferentes regiões do país.

Estados com crescimento acima da média nacional

O Rio de Janeiro e o Espírito Santo foram os principais motores de influência positiva na média nacional. Segundo Bernardo Almeida, analista da pesquisa, o Rio de Janeiro foi impulsionado pelo setor extrativo, com o aumento na extração de petróleo e gás natural. O Espírito Santo também se destacou pela extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.

Santa Catarina apareceu em terceiro lugar, com crescimento puxado principalmente pelos setores de alimentos (carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, embutidos de carnes de suínos) e por máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Desempenho abaixo da média e recuos

Três estados registraram crescimento na indústria em 2025, mas abaixo da média nacional de 0,6%. Por outro lado, oito localidades pesquisadas apresentaram recuo na produção industrial, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul.

São Paulo e os desafios no setor de derivados de petróleo

A queda no desempenho da indústria paulista (-2,2%) exerceu a maior pressão negativa na média nacional, devido ao peso expressivo do estado na produção industrial do país. Segundo Almeida, os setores de derivados de petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas, além do setor farmacêutico, com redução na fabricação de medicamentos, foram os principais responsáveis pelo resultado negativo em São Paulo.

Recuos expressivos no Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul

Nos estados com quedas superiores a dois dígitos, a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis foi o principal fator. No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxado pela produção de diesel e gasolina. Já em Mato Grosso do Sul, a retração de 61,5% foi motivada pela baixa produção de álcool etílico.

Com informações da Agência Brasil