sexta-feira, 5 de junho de 2026

Exportações do Brasil para os EUA caem 25,5% em janeiro, mas vendas para a China disparam

Em janeiro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda de 25,5%, totalizando US$ 2,4 bilhões. Esta é a sexta retração consecutiva nas vendas para o mercado americano, influenciada pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. As importações de produtos norte-americanos também diminuíram 10,9%, resultando em um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral para o Brasil.

Apesar da tarifa ter sido parcialmente revista no final do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) estima que 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas a alíquotas extras que variam entre 40% e 50%.

Crescimento expressivo com a China

Em contrapartida, o comércio com a China apresentou um desempenho positivo. As exportações brasileiras para o país asiático cresceram 17,4% em janeiro, alcançando US$ 6,47 bilhões, em comparação com US$ 5,51 bilhões no mesmo período do ano anterior. As importações da China caíram 4,9%, totalizando US$ 5,75 bilhões, o que garantiu ao Brasil um superávit de US$ 720 milhões no mês.

A corrente de comércio com a China, que inclui importações e exportações, somou US$ 12,23 bilhões, um aumento de 5,7%. Já o intercâmbio com os Estados Unidos totalizou US$ 5,47 bilhões, uma queda de 18%, refletindo a redução em ambos os fluxos comerciais.

Outros mercados

O comércio com a União Europeia gerou um superávit de US$ 310 milhões para o Brasil, embora a corrente comercial tenha recuado 8,8%. As exportações para o bloco caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

Com a Argentina, o Brasil registrou um superávit de US$ 150 milhões, apesar de uma retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras para o país vizinho caíram 24,5% e as importações recuaram 13,6%.

Com informações da Agência Brasil