quarta-feira, 3 de junho de 2026

Em depoimento na CPI da Covid, após 439 mil mortes, Pazzuello ainda defende uso da cloroquina

Após ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello o direito de ficar calado durante o seu depoimento à CPI da Covid, iniciou na manhã desta quarta-feira (19) o depoimento do ex-ministro na CPI da Covid. Eduardo Pazuello insiste na defesa do uso da cloroquina realizando comparativos da pandemia no Brasil com outros países. O ex-ministro da saúde citou que países que adotaram um protocolo da utilização do medicamento contra a Covid-19.

Além disso, Pazzuello alega que durante a gestão de Luiz Henrique Mandetta na Saúde também foi recomendado o uso do remédio. Outra comparação em defesa da cloroquina foi a utilização do medicamento há 50 anos atrás no Brasil. Ele também disse que em outras pandemia, a cloroquina foi utilizada para enfretamento das doenças, entre elas o zika vírus.

O ex-ministro segue sendo sabatinado pelos membros da CPI e deverá explicar porque o Ministério da Saúde escolheu investir no uso precoce de medicamentos ineficazes contra a covid-19, em lugar de negociar doses de vacinas Pfizer quando houve oportunidade.