
Em um dia de forte otimismo nos mercados, o dólar comercial registrou sua menor cotação em 21 meses, encerrando o pregão desta segunda-feira (9) a R$ 5,188, com uma queda de 0,62%. A moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,17 durante a sessão, mas terminou o dia em baixa. Esta é a menor marca desde 28 de maio de 2024, quando o dólar estava cotado a R$ 5,15.
Paralelamente, a bolsa de valores brasileira experimentou um dia de ganhos expressivos. O índice Ibovespa, principal termômetro do mercado acionário nacional, alcançou um novo recorde histórico ao fechar em 186.241 pontos, acumulando uma alta de 1,8%. Este desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações de bancos, petroleiras e mineradoras, setores de grande peso no índice.
O que impulsionou a queda do dólar?
A desvalorização do dólar frente ao real foi influenciada por uma combinação de fatores globais e domésticos. Dados recentes do mercado de trabalho americano vieram abaixo das expectativas, aumentando as apostas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, possa considerar cortes nas taxas de juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, contribuiu para a valorização do iene e, consequentemente, para a queda do dólar no mercado internacional.
O principal catalisador, no entanto, foi a recomendação do governo chinês para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Sendo a China a maior detentora de títulos americanos, essa movimentação sinaliza uma estratégia de diversificação de suas reservas internacionais, afetando a demanda pela moeda americana.
Bolsa brasileira em alta
A valorização do Ibovespa reflete um cenário internacional mais favorável aos mercados emergentes, que tem se observado desde o início do ano. A queda do dólar e a perspectiva de juros mais baixos nos EUA criam um ambiente propício para investimentos em ativos de maior risco, como as ações brasileiras. O Ibovespa acumula uma alta de 15,69% em 2026, mostrando a força da recuperação do mercado acionário local.
A tendência de valorização do real frente ao dólar, acompanhada pela força da bolsa, sugere um cenário positivo que pode persistir nos próximos meses, beneficiando o câmbio brasileiro e o mercado de capitais.
Com informações da Reuters







