
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial, realizado no domingo (25), foi seguida por campanhas de boicote contra comerciantes, empresas e profissionais acusados de apoiar o petista em cidades de Minas Gerais.
Nas redes sociais, começaram a circular listas de estabelecimentos acompanhadas de apelos para que consumidores deixem de comprar produtos ou contratar serviços de pessoas identificadas como eleitoras de Lula. Algumas mobilizações também defendem a demissão de trabalhadores por divergências políticas.
Diante da repercussão, subseções da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) publicaram manifestações contrárias às iniciativas e alertaram para possíveis consequências jurídicas quando as ações ultrapassam os limites da liberdade de expressão.
Em Lavras, no Sul do estado, a 17ª Subseção da OAB-MG repudiou campanhas que incentivem boicotes e retaliações contra comerciantes e profissionais liberais por suas posições políticas. A entidade destacou que a liberdade de manifestação deve respeitar a dignidade humana e que determinadas condutas podem resultar em responsabilização civil e criminal.
A 135ª Subseção, em Cambuí, também condenou iniciativas de intolerância política contra estabelecimentos comerciais e profissionais. A entidade defendeu o diálogo, o respeito mútuo e a convivência democrática diante das divergências ideológicas.







