sexta-feira, 5 de junho de 2026

BRB apresenta plano ao Banco Central para recompor capital após perdas com Master

O Banco de Brasília (BRB) apresentou nesta sexta-feira (6) ao Banco Central (BC) um Plano de Capital com medidas para recompor seu balanço e reforçar a liquidez da instituição em um prazo máximo de 180 dias. O plano foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.

Segundo o BRB, o plano contém ações preventivas que serão implementadas caso seja comprovada a necessidade de aporte do governo do Distrito Federal (GDF). A decisão dependerá da conclusão das investigações em andamento sobre as operações com o Banco Master.

O banco afirmou que a iniciativa visa garantir a sustentabilidade da instituição, preservar a estabilidade das operações e assegurar transparência a clientes, investidores e parceiros. Em comunicado oficial, o BRB não divulgou valores, mas reportagens indicam que as operações com o Banco Master teriam causado um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

O BRB não detalhou as ações apresentadas ao BC, limitando-se a informar que o plano protege os clientes e garante o funcionamento da instituição. A nota oficial declarou que o plano “fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações”.

Em tese, o BRB dispõe de cinco possibilidades para levantar capital. Medidas que envolvem recursos do governo distrital precisam de aprovação da Câmara Legislativa do DF. O objetivo do plano é injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a dependência de novos aportes do controlador, especialmente em um contexto de restrições fiscais.

Relatos indicam que o BRB teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia, para conter a fuga de capitais após a liquidação do Banco Master. O banco também estaria negociando a venda de quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito concedidas a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, operação que poderia render cerca de R$ 730 milhões. Além disso, o BRB tenta se desfazer de fundos de investimento adquiridos do próprio Banco Master.

As apurações em curso investigam a compra pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. O BRB alega que aproximadamente R$ 10 bilhões desse total já foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens.

Com informações da Agência Brasil