sexta-feira, 24 de julho de 2026

Bolsa Família não impacta participação feminina no mercado, exceto para mães de bebês, aponta FMI

Um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o programa Bolsa Família não tem um efeito negativo na participação das mulheres no mercado de trabalho. A única exceção identificada é para mulheres com crianças de até seis anos de idade.

Nesses casos específicos, a pesquisa indica uma menor presença feminina na força de trabalho, o que é atribuído às responsabilidades domésticas e ao cuidado com a família. O estudo destaca que as mulheres dedicam, em média, dez horas a mais por semana do que os homens ao trabalho doméstico não remunerado.

A importância da mulher na economia

A participação das mulheres no mercado de trabalho é crucial para o crescimento econômico do país, conforme ressalta o FMI. Uma simulação indica que a redução da diferença na participação entre homens e mulheres de 20 para 10 pontos percentuais poderia impulsionar o crescimento do PIB em meio ponto percentual até 2033.

Mulheres como chefes de família

O estudo também evidencia o papel central das mulheres na gestão financeira das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, já que quase 85% dessas famílias são chefiadas por mulheres.

Desafios e soluções

A principal razão pela qual as mulheres deixam o mercado de trabalho, segundo o FMI, são os filhos pequenos. Metade das mulheres deixa de trabalhar fora até dois anos após o nascimento do primeiro filho. Para reverter esse cenário, a pesquisa sugere a ampliação do acesso a creches, o incentivo ao trabalho remunerado e a resolução das disparidades salariais.

Com informações da Agência Brasil