
O Bloco Bafo da Onça celebrou seus 70 anos de história com um desfile especial no Carnaval, marcando sua estreia nas ladeiras de Santa Teresa, no Centro do Rio de Janeiro. A agremiação, fundada em 1956, apresentou uma bateria com mais de 100 ritmistas e uma parceria inédita com o Cacique de Ramos.
Um retorno às raízes em Santa Teresa
A mudança para o bairro de Santa Teresa é vista pelos integrantes como um reencontro com as origens do bloco. “Aqui a gente conhece todo mundo. Não tem nada de confusão, problema, aqui a gente só quer brincar”, declarou Roberto Saldanha, presidente do bloco e conhecido como Capilé, que lidera a agremiação há mais de 50 anos.
Rafa Manso, que desfila como “oncinha” há quatro anos, expressou a alegria da novidade. “Todos os outros anos foram na Avenida Chile. A primeira vez em Santa Teresa traz muita alegria e muita coisa boa”, afirmou.
Parceria com o Cacique de Ramos e superação de desafios
O desfile também celebrou a união com o Cacique de Ramos, um antigo rival que se tornou aliado. A parceria se fortaleceu após um incêndio que destruiu a sede histórica do Bafo da Onça em 2020, afetando instrumentos e fantasias. A nova bateria foi equipada com instrumentos adquiridos por meio de emenda parlamentar.
“Na realidade, nós nunca fomos rivais. Nós somos irmãos. Eles trazem uma ala para desfilar com a gente. Carnaval é festa”, reforçou Saldanha sobre a parceria.
Tradição e família no carnaval de rua
Chelen Verlink, Rainha do Bafo da Onça, acompanha o bloco desde a adolescência e vê a agremiação como um pilar familiar. “Comecei como princesa, com 13 anos. Hoje estou com 27 e no posto de Rainha. A gente vai crescendo junto com o bloco”, contou.
Para os foliões, a união de blocos tradicionais como o Bafo da Onça e o Cacique de Ramos fortalece o carnaval de rua. “Vai atrair mais público. É bom que outros blocos também se unifiquem para valorizar os blocos tradicionais”, avaliou Rafa Manso.
O desfile de 70 anos reafirma a vocação do Bafo da Onça de ocupar o espaço público como um território de encontro, memória e festa, mantendo-se no circuito oficial do carnaval carioca.
Com informações da Agência Brasil







