domingo, 19 de julho de 2026

Alertas de desmatamento caem 35% na Amazônia e 6% no Cerrado, aponta Inpe

Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado registraram uma queda expressiva entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Segundo dados divulgados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia apresentou uma redução de 35% nos alertas, passando de 2.050 km² para 1.324 km². No Cerrado, a queda foi de 6%, com os alertas totalizando 1.905 km², ante 2.025 km² no período anterior.

Os números foram apresentados durante a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento. O colegiado, reativado em 2023 e composto por 19 ministérios, destacou a importância das políticas públicas baseadas em dados científicos para alcançar esses resultados.

A degradação florestal na Amazônia também apresentou um recuo considerável, diminuindo 93%, de 44.555 km² para 2.923 km². O Deter atua como um sistema de alertas diários para apoiar as ações de fiscalização ambiental, complementando o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que mede a taxa anual consolidada.

De acordo com o Prodes, o desmatamento acumulou queda de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado na comparação entre 2022 e 2025. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, expressou otimismo, afirmando que há expectativa de alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia em 2026, caso os esforços continuem. Ela ressaltou que o desempenho ambiental não comprometeu o crescimento econômico, citando a expansão do agronegócio e a abertura de novos mercados.

Em contrapartida, o Pantanal registrou um aumento de 45,5% nos alertas de desmatamento no mesmo período, passando de 202 km² para 294 km². No entanto, na comparação entre 2023 e 2024, houve uma queda de 65,2%.

O fortalecimento das ações de controle é apontado como um dos principais fatores para a redução dos alertas. O Ministério do Meio Ambiente informou que as ações de fiscalização do Ibama cresceram 59% em comparação com 2022. As operações do ICMBio aumentaram 24%, e áreas embargadas subiram 51% (Ibama) e 44% (ICMBio). Na Amazônia, as operações de fiscalização ambiental avançaram quase 148%, com um aumento significativo nas ocorrências registradas e nas apreensões de minérios e madeira.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, enfatizou o papel do monitoramento científico e da infraestrutura tecnológica para subsidiar políticas públicas assertivas, demonstrando que a preservação anda de mãos dadas com o investimento em conhecimento.

Com informações da Agência Brasil