quinta-feira, 23 de julho de 2026

Alckmin defende redução da jornada de trabalho como tendência mundial e assina acordos com a Fiesp

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial. A declaração ocorreu durante um evento em que assinou um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Acordo de cooperação e defesa comercial

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu o adiamento da discussão sobre o fim da escala 6×1 para 2027, argumentando que o ano eleitoral pode conflitar com os interesses do país. Alckmin, por sua vez, defendeu a necessidade de mudanças na jornada laboral, reiterando que a tendência global é de redução.

Alckmin e Skaf assinaram dois protocolos de intenções. O primeiro visa fortalecer a defesa comercial brasileira, promovendo o comércio justo e o uso de instrumentos contra práticas desleais. Prevê a criação de uma calculadora de margem de dumping e o compartilhamento de ferramentas técnicas.

Ambiente regulatório e competitividade

O segundo protocolo foca no ambiente regulatório, buscando desburocratizar, fortalecer a competitividade e a qualidade regulatória no Brasil. A proposta inclui a ampliação da digitalização de serviços públicos e a integração de sistemas para reduzir barreiras e custos para empreender e investir.

Skaf destacou a importância da defesa comercial eficiente para proteger os setores produtivos e os empregos nacionais de ataques injustos.

Expectativas econômicas

Durante o evento, Alckmin também expressou confiança na redução da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Copom, em março. Ele atribuiu essa expectativa à apreciação do real e à desinflação de alimentos, prevendo uma melhora na economia.

O vice-presidente comentou positivamente a nova tarifa global de 15% estabelecida pelos Estados Unidos, afirmando que o Brasil será o país mais beneficiado com essa medida, que abre novas avenidas para o comércio exterior com os EUA.

Com informações da Agência Brasil