
O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e de sua distribuidora, Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários. A medida visa intervir no conglomerado financeiro de pequeno porte, que representa 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
A decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do banco, com deterioração da liquidez, além de infrações às normas regulatórias e descumprimento de determinações do BC. O Banco Pleno é comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, instituição que foi alvo da Operação Compliance Zero por suspeitas de concessão de créditos falsos que poderiam chegar a R$ 17 bilhões.
Indisponibilidade de bens e pagamentos aos credores
Como parte das medidas, o BC determinou a indisponibilidade dos bens de controladores e ex-administradores do conglomerado Pleno, incluindo pessoas físicas e jurídicas. Entre as empresas afetadas estão NK 031 Empreendimentos e Participações; DV Holding Financeira; Master Holding Financeira; e 133 Investimentos e Participações. Os controladores físicos cujos bens foram indisponibilizados incluem Armando Miguel Gallo Neto, Augusto Ferreira Lima, Daniel Bueno Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen.
O Banco Pleno informou possuir uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis para garantia, totalizando R$ 4,9 bilhões. Os pagamentos serão efetuados conforme regulamentado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com a garantia limitada a R$ 250 mil por credor. O banco orienta os credores a utilizarem o aplicativo FGC para agilizar o processo de pagamento, que será iniciado após a conclusão do levantamento dos dados dos credores.
Histórico e alegações do Banco Pleno
Anteriormente conhecido como Banco Voiter, o Banco Pleno integrou o conglomerado financeiro do Banco Master até meados de 2025. Em seu comunicado ao mercado, o Banco Pleno alega não fazer parte do conglomerado Master, o que, segundo a instituição, reconfiguraria o limite à regulamentação.
O BC ressaltou que outras medidas podem ser tomadas para apurar responsabilidades e que, caso as suspeitas de irregularidades se confirmem, serão adotadas medidas sancionadoras e comunicações às autoridades competentes.
Com informações da Agência Brasil







