sexta-feira, 24 de julho de 2026

Banco do Brasil projeta 2026 desafiador e reforça aporte ao FGC

O Banco do Brasil (BB) divulgou projeções para 2026 que indicam um cenário desafiador, com expectativa de lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Para 2025, o banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões, uma queda de 45,4% em relação a 2024, atribuída a novas regras contábeis e ao aumento da inadimplência, especialmente no agronegócio.

Estratégias para 2026 e crédito consignado

Diante do cenário projetado, o BB pretende intensificar sua atuação no segmento de crédito consignado. A estratégia inclui liderar o mercado para o funcionalismo público e expandir a participação no consignado para trabalhadores do setor privado. A presidente do banco destacou a experiência histórica da instituição na operação dessa linha de crédito desde seu lançamento, com o objetivo de reforçar a liderança nesse nicho.

Aporte ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

Em um movimento para fortalecer a liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o Banco do Brasil anunciou um aporte antecipado de R$ 5 bilhões. Essa decisão surge após a aprovação de um plano emergencial pelo conselho do FGC para recompor seu caixa, impactado pela liquidação do Banco Master. A medida visa garantir que o fundo, mantido por instituições financeiras para cobrir quebras e liquidações, mantenha liquidez compatível com os riscos do sistema financeiro.

A antecipação das contribuições futuras ao FGC, equivalente a cinco anos do montante anual de R$ 1 bilhão que o BB contribui, terá apenas um efeito de caixa para o banco, conforme explicado pelo vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores, Geovanne Tobias. Além disso, o BB realizará uma contribuição extraordinária de R$ 500 milhões anuais, aumentando suas despesas financeiras em cerca de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões ao ano.

A presidente do BB ressaltou a importância de um FGC sólido como seguro para o investidor, mas alertou que ele não deve ser usado como argumento de venda de ativos. Ela também mencionou que 2025 e os eventos ocorridos trarão aprendizados para ajustes na legislação e regulação, visando corrigir falhas identificadas e evitar que situações semelhantes se repitam, enfatizando a necessidade de diálogo entre os agentes do mercado.

Com informações da Agência Brasil