
O setor de turismo no Brasil registrou um crescimento expressivo de 4,6% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão e alcançando um novo recorde histórico. O desempenho, especialmente o de dezembro, consolidou as atividades turísticas em um patamar 13,8% superior ao de fevereiro de 2020, período anterior às restrições impostas pela pandemia de covid-19.
O Índice de Atividades Turísticas (Iatur), calculado desde 2011, mostrou uma recuperação robusta após a retração de mais de 30% em 2020, diretamente ligada à pandemia. Os anos subsequentes foram marcados por um forte crescimento impulsionado pela retomada pós-crise sanitária e econômica.
Motores do crescimento em 2025
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o avanço em 2025 foi impulsionado principalmente pelo aumento de receita em empresas de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e serviços de reservas de hospedagens e hotéis. A pesquisa abrangeu 17 unidades da federação, e 14 delas apresentaram resultados positivos.
Estados com maior impacto e perdas
São Paulo, com uma influência significativa devido ao peso do estado no cálculo do Iatur, liderou o impacto positivo com um crescimento de 3,9%. Outros estados que contribuíram para a alta foram Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%). Em contrapartida, Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) registraram perdas no período.
COP30 e o setor de serviços
O Pará, estado que sediou a COP30 em novembro, fechou o ano com uma expansão de 7,8%, superando a média nacional. Apesar da importância do evento, o IBGE ressalta que sua duração relativamente curta pode explicar o crescimento do Iatur estadual ter ficado abaixo do registrado em 2024 (9,7%).
No contexto geral do setor de serviços, que engloba 166 atividades, o crescimento em 2025 foi de 2,8%, também marcando o quinto ano consecutivo de expansão. Segmentos como portais de internet, transporte aéreo de passageiros, rodoviário de carga, publicidade e desenvolvimento de software foram os que mais influenciaram positivamente. Atualmente, o setor de serviços está 0,4% abaixo do seu pico histórico (novembro de 2025), mas 19,6% acima do nível pré-pandemia.
Com informações da Agência Brasil







