sexta-feira, 24 de julho de 2026

Portos brasileiros batem recorde e movimentam 1,4 bilhão de toneladas em 2025

Os portos brasileiros alcançaram um marco histórico em 2025, movimentando um total de 1,4 bilhão de toneladas de cargas. O resultado representa um crescimento expressivo e consolida a tendência de alta do setor aquaviário no país.

O minério de ferro, óleo bruto e contêineres foram os grandes protagonistas deste desempenho, respondendo por mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se destacou como o principal destino do minério de ferro brasileiro, importando 72% do total exportado.

Crescimento impulsionado por investimentos

Frederico Dias, diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), celebrou o recorde e atribuiu o sucesso à maturidade institucional do país e à atuação da agência. Ele destacou o aumento substancial dos investimentos privados no setor, que saltaram de R$ 129,3 bilhões em 2020 para R$ 234,9 bilhões em 2025. Em comparação, os investimentos públicos cresceram de forma menos acentuada, totalizando R$ 45,1 bilhões no último ano.

Somando os aportes públicos e privados, o investimento total em infraestrutura portuária atingiu R$ 280 bilhões em 2025, um salto significativo em relação aos R$ 165,7 bilhões registrados cinco anos antes. “O país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história”, afirmou Dias, ressaltando a importância das parcerias público-privadas.

Projeções otimistas para o futuro

A Antaq projeta um crescimento contínuo na movimentação portuária. Estudos da agência indicam que o volume deve alcançar 1,44 bilhão de toneladas em 2026, um aumento de 2,7% em relação a 2025, e chegar a 1,59 bilhão de toneladas em 2030. A demanda por cargas conteinerizadas, em particular, é esperada com um aumento considerável nos próximos quatro anos.

“É fundamental que o Estado crie as condições e possa responder a este grande desafio. Os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país”, enfatizou Dias, ressaltando a necessidade de melhorar não apenas a infraestrutura interna dos portos, mas também os acessos e a logística externa para garantir a eficiência do sistema.

Com informações da Agência Brasil