
O governo brasileiro tem defendido ativamente a necessidade de parcerias com a iniciativa privada para viabilizar e acelerar investimentos em infraestrutura no país. Ministros e representantes de órgãos como o BNDES têm destacado a importância dessa colaboração para alcançar metas ambiciosas em diversos setores.
Habitação e Saneamento: Metas ambiciosas com apoio privado
O Ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou os esforços do governo para reduzir o déficit habitacional através do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com a meta de atingir 3 milhões de contratos assinados até o final de 2026. Ele enfatizou que o MCMV já foi responsável por 85% de todos os lançamentos imobiliários no país. No entanto, para além do papel do Estado, o ministro apontou que metas de mobilidade e saneamento só serão alcançadas com a participação do setor privado.
O Ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, complementou, informando que o governo investiu R$ 60 bilhões em saneamento, mas reconhece a necessidade de recursos privados para atingir a universalização do abastecimento de água e esgoto até 2033.
Transportes: Um pipeline robusto de concessões
O Ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou o Brasil como detentor do maior pipeline de concessão de rodovias do mundo, anunciando a contratação de R$ 400 bilhões em investimentos privados para obras em rodovias, ferrovias e mobilidade. Ele esclareceu que esse montante será investido em um ciclo maior que os quatro anos de um mandato presidencial.
BNDES e Mercado de Capitais: Fomentando o desenvolvimento
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apontou um “hiato” de investimentos em infraestrutura equivalente a 1,74% do PIB, defendendo um investimento mínimo anual de R$ 218 bilhões. Ele demonstrou otimismo com o Novo PAC, que já alcançou R$ 788 bilhões, com projeção de chegar a R$ 1 trilhão. O BNDES tem desempenhado um papel crucial, aprovando financiamentos como o de R$ 9,2 bilhões para a concessionária EPR Iguaçu em obras rodoviárias no Paraná.
Luciana Costa, diretora de Infraestrutura do BNDES, defendeu a participação do banco no mercado de capitais para dividir riscos e retornos com os bancos. Apesar de o mercado de capitais brasileiro ainda não ter a profundidade de países desenvolvidos, ele está em crescimento, impulsionado por iniciativas como a carteira de R$ 80 bilhões em debêntures do BNDES.
Gilson Finkelsztain, diretor-executivo da B3, ressaltou a transformação do mercado de capitais na principal fonte de captação para empresas, contrastando com a predominância do financiamento bancário uma década atrás. Em 2025, R$ 496 bilhões foram captados em debêntures, sendo R$ 172 bilhões destinados à infraestrutura.
Com informações da Agência Brasil







