sexta-feira, 5 de junho de 2026

Mercado reduz projeção da inflação para 3,97% em 2026

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a referência oficial da inflação no Brasil, foi ajustada de 3,99% para 3,97% em 2026. Essa projeção, divulgada no Boletim Focus do Banco Central, indica que a expectativa para a inflação está dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (entre 1,5% e 4,5%).

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para ambos os anos. Esta é a quinta semana consecutiva em que a previsão para a inflação de 2026 é reduzida.

Taxa Selic e política monetária

O Banco Central utiliza a Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, como principal instrumento para controlar a inflação. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta vez seguida. No entanto, o Copom confirmou em comunicado que iniciará a redução dos juros em março, caso a inflação permaneça sob controle e não surjam imprevistos no cenário econômico.

A estimativa dos analistas é que a Taxa Selic caia para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Projeções para o PIB e o câmbio

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,8%, com a mesma projeção para 2027. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% ao ano.

A economia brasileira apresentou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, resultado considerado como estabilidade pelo IBGE, impulsionado pelas indústrias e pela agropecuária. Em 2024, o PIB fechou o ano com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.

A previsão para a cotação do dólar no final de 2026 é de R$ 5,50, patamar que deve se manter até o fim de 2027.

Com informações da Agência Brasil