
O faturamento da indústria brasileira encerrou o ano de 2025 em um cenário de estagnação, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O setor enfrenta desafios significativos que têm freado seu crescimento e impactado diretamente o mercado de trabalho.
Juros elevados e importações pressionam o setor
Segundo Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, o principal vilão por trás do desempenho fraco da indústria são as elevadas taxas de juros. “O crédito mais caro para empresários e consumidores reduz o ritmo da atividade”, explicou Nocko. Ela também destacou que a forte entrada de produtos importados, especialmente bens de consumo, tem acirrado a concorrência no mercado interno, ocupando uma parcela relevante das vendas.
Emprego e salários em queda
No que diz respeito ao mercado de trabalho, o emprego industrial registrou uma queda de 0,2% em dezembro de 2025 em comparação com o mês anterior. Este foi o quarto recuo mensal consecutivo, sinalizando um momento delicado para a geração de vagas no setor. Apesar disso, o ano de 2025 terminou com um crescimento de 1,6% no emprego industrial em relação a 2024.
A massa salarial real também sentiu o impacto, apresentando uma retração de 0,3% em dezembro, marcando a quinta queda em seis meses. No acumulado do ano, a massa salarial real sofreu uma redução de 2,1%. O rendimento médio real permaneceu praticamente estável em dezembro (+0,2%), mas encerrou 2025 com uma queda expressiva de 3,6% quando comparado ao ano anterior.
Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)







