
A caderneta de poupança registrou uma saída líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Este é o maior déficit mensal desde o início de 2023, indicando uma tendência de desinteresse dos brasileiros pela aplicação tradicional.
No mês passado, os depósitos na poupança totalizaram R$ 331,2 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 354,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,4 bilhões, mas não foram suficientes para compensar as retiradas. O saldo total da poupança agora se situa em pouco mais de R$ 1 trilhão.
A saída líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro se soma a um histórico recente de desconfiança na poupança. Em 2023, a retirada líquida foi de R$ 87,8 bilhões, e em janeiro deste ano, já se acumulam R$ 15,5 bilhões em saques líquidos.
Juros altos e busca por rentabilidade
A manutenção da taxa Selic em patamares elevados é apontada como um dos principais motivos para a fuga de recursos da poupança. Com a taxa básica de juros em 15% ao ano desde julho do ano passado, outros investimentos de renda fixa e variável tornam-se mais atrativos por oferecerem maior potencial de retorno.
O objetivo do Banco Central com a alta da Selic é controlar a inflação e garantir o cumprimento da meta de 3%. Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, mas, no caso da caderneta, o efeito tem sido o contrário, com investidores buscando alternativas mais rentáveis.
Expectativa de corte nos juros
Apesar da saída de recursos da poupança, o Banco Central já sinalizou que iniciará um ciclo de redução da taxa Selic em março. No entanto, a magnitude desse corte ainda é incerta, e a autoridade monetária ressalta que os juros permanecerão em níveis restritivos para continuar combatendo a inflação.
Com informações da Agência Brasil







