sexta-feira, 24 de julho de 2026

Mais da metade dos negócios em favelas surgiram após a pandemia, aponta pesquisa

Um levantamento recente aponta que mais da metade dos negócios atualmente em funcionamento nas favelas brasileiras foram abertos a partir de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. O dado evidencia o forte dinamismo e a capacidade de resiliência dos empreendedores que atuam nessas comunidades.

Karina Meyer, da VR, destaca a necessidade de ferramentas como crédito, soluções de gestão e digitalização de processos para fortalecer a economia das favelas. “Ferramentas como crédito, soluções de gestão de negócio e digitalização de processos são primordiais para construir uma economia mais forte e sustentável nas favelas”, afirma.

Economia das favelas movimenta R$ 300 bilhões anualmente

De acordo com o Data Favela, as comunidades brasileiras movimentam cerca de R$ 300 bilhões por ano. Cleo Santana, do Data Favela, ressalta o papel crucial dos negócios locais no desenvolvimento desses territórios.

Negócios geram empregos e fortalecem a economia local

“Conforme um negócio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local”, explica Santana. Ele acrescenta que os pequenos empreendedores tendem a comprar em estabelecimentos dentro da própria comunidade, o que fortalece outros pequenos negócios.

Censo 2022: 16,4 milhões de brasileiros vivem em favelas

O Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 8% da população brasileira reside em favelas, o que corresponde a 16,4 milhões de pessoas. O estudo identificou 12.348 favelas em 656 municípios do país.

Perfil dos moradores de comunidades

A pesquisa do IBGE também mostrou que pessoas pretas (16,1%) e pardas (56,8%) somam 72,9% dos moradores de comunidades. As mulheres representam a maioria, sendo 51,7% das habitantes dessas áreas.

Com informações da Agência Brasil