
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 280 milhões para a WEG, empresa brasileira especializada em equipamentos eletroeletrônicos, com o objetivo de construir uma nova fábrica de baterias para sistemas de armazenamento de energia (BESS). O investimento faz parte do programa BNDES Mais Inovação e é direcionado à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização.
Solução para o ‘curtailment’
A nova planta da WEG terá a capacidade de produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) de sistemas de armazenamento, o que equivale a 400 unidades de 5 megawatt-hora (MWh). Um dos principais benefícios desses sistemas é a capacidade de reduzir as perdas de energia limpa associadas ao ‘curtailment’, que é a interrupção forçada da geração de energia renovável quando há excesso de oferta na rede.
O governo federal tem explorado mecanismos para incentivar o uso de BESS no sistema elétrico, como o Leilão de Reserva de Capacidade, que permitirá que empresas forneçam esses sistemas. Uma consulta pública sobre o tema foi aberta no fim de janeiro e tem previsão de encerramento para o dia 11.
Fomento à inovação e transição energética
O financiamento obtido pela WEG foi concedido por meio de um edital específico para a transformação de minerais estratégicos para a transição energética. O lítio, mineral considerado protagonista nesse processo, é um dos componentes aproveitados na fabricação dos BESS. Apesar da aprovação do financiamento, a operação ainda não foi formalizada, portanto, os custos do empréstimo não foram divulgados.
A nova fábrica contará com um alto grau de automação, incluindo o uso de robôs móveis autônomos para movimentações internas, além de um laboratório dedicado a testes e desenvolvimento. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o financiamento reforça a segurança energética, a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis.
Alberto Kuba, presidente da WEG, ressaltou a importância estratégica do investimento para o Brasil. “Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, afirmou.
Fundada em 1961, a WEG possui operações em 18 países e emprega mais de 49 mil pessoas. Em 2024, 57% do faturamento da empresa, que totalizou R$ 38 bilhões, foram gerados por vendas internacionais.
Com informações da Agência Brasil







