quinta-feira, 4 de junho de 2026

Devotos presenteiam Iemanjá em série de homenagens no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro se tornou palco de uma série de homenagens a Iemanjá, a popular orixá das águas. Devotos se reuniram em diversos pontos da cidade para presentear e celebrar a figura venerada, que transcende barreiras religiosas e culturais.

A profunda conexão com Iemanjá é explicada por sua representação como mãe. Segundo Ivanir dos Santos, babalaô, doutor em História e professor da UFRJ, “Iemanjá é mãe, mãe de todos orixás e das nossas cabeças”. Essa maternidade se estende à sensação de acolhimento e proteção, comparada ao ambiente seguro do ventre materno, como ressalta Tantinho, um dos criadores do grupo Filhos de Gandhi – Rio de Janeiro.

Sylvia Amanda da Silva Leandro, da Fundação Cultural Palmares no Rio, destaca a influência da orixá na busca por paz e harmonia. “Iemanjá nos traz a paz, a harmonia, a felicidade e também a sabedoria para enfrentar as dificuldades. Se ela acalma o mar, acalma todos nós”, afirma.

Para além das crenças religiosas, Iemanjá é vista como um elemento unificador no imaginário popular. Marcos André Carvalho, idealizador do Dia de Iemanjá no Arpoador, pontua que a orixá “é uma figura do imaginário popular, independentemente de religião.” Ele acredita que, mesmo para quem não segue suas práticas, o contato com essa figura mítica, desde a infância, é comum.

Em tempos de intolerância religiosa, Iemanjá surge como um elo de comunicação e união. “Ela tem essa capacidade de unir todos, de todos os credos. No momento de muita intolerância religiosa, de perseguição às crenças de matriz africana, ela é um elemento que comunica”, confia Carvalho.

Com informações da Agência Brasil