quarta-feira, 21 de outubro de 2026

VÍDEO: Durante campanha Lula afirma: ‘Ladrão não vai governar o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom do discurso eleitoral nesta terça-feira (20), durante um ato de campanha em Juazeiro (BA), e lançou uma declaração contundente contra seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Diante de uma multidão reunida na Ponte Presidente Dutra, que liga Juazeiro a Petrolina (PE), o petista afirmou que não permitirá que um “ladrão” governe o Brasil.

“Enquanto eu tiver perna para andar, braço para trabalhar, cabeça para pensar e boca para falar, um ladrão não vai governar o Brasil”, declarou Lula, em uma fala que intensificou o clima de confronto político na disputa presidencial.

Durante o evento, o presidente também convocou seus apoiadores a manterem a mobilização nas ruas e nas redes sociais. Ao mencionar o chamado “Exército do Lula”, o petista utilizou um discurso de enfrentamento e comparou a disputa eleitoral a uma guerra política.

“Se prepare porque é guerra, e o exército do Lula não pode sair da rua, das redes digitais. É importante a briga cotidiana”, afirmou, reforçando o apelo para que seus apoiadores continuem atuando durante a campanha.

Lula volta a pressionar rival por abertura de sigilos

Além das declarações contra o adversário, o presidente voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura de seus sigilos, argumentando que a medida permitiria à população conhecer melhor a origem dos recursos e a trajetória financeira dos candidatos.

O petista, no entanto, demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de o senador aceitar a proposta e fez novas acusações relacionadas à sua honestidade.

“Certamente ele não vai ter coragem de abrir o sigilo dele porque ele sabe que a vida dele é podre em se tratando de honestidade”, disparou Lula.

A cobrança ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral, com o presidente apostando em discursos duros contra o rival e convocando sua base a intensificar a mobilização política. A abertura dos próprios sigilos, por sua vez, foi colocada por Lula sob a condição de reciprocidade, vinculada à decisão de Flávio Bolsonaro.