sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Suspeitos relatam que receberam ordem para impedir campanhas de Roberto Cidade e Wilson Lima em Manaus

Os dois homens presos pelo ataque que deixou um capitão da Polícia Militar baleado em Manaus teriam recebido uma ordem para interromper uma atividade da campanha de Roberto Cidade (União Brasil) no bairro Novo Israel, zona Norte da capital. Os relatos foram apresentados pelos próprios suspeitos durante os depoimentos prestados após a prisão.

O capitão Israel Queiroz estava trabalhando na preparação de um comício quando os disparos foram efetuados. Segundo a versão apresentada por um dos presos, a orientação era fazer tiros para intimidar os integrantes da campanha e obrigá los a deixar o local.

“Só pra dar um tiro pra cima”, teria sido a determinação recebida pelo suspeito. A ação, entretanto, saiu do planejado e um dos disparos atingiu o policial militar. Israel Queiroz foi socorrido e não corre risco de morte.

Um dos presos afirmou que o contato teria sido feito por um homem conhecido como “Macaco”, que teria fornecido o número de “Gordinho”, apontado como participante direto da ação. O suspeito também mencionou a existência de um suposto “patrão” ligado ao tráfico, mas declarou não saber a identidade dele.

Já o segundo homem preso apresentou outra versão. Ele afirmou que recebeu a ordem de um homem chamado “CL”, identificado por ele apenas como “Carlos”. Segundo o depoimento, esse homem estaria no Rio de Janeiro.

Os relatos também apontam que a determinação seria especificamente contra a presença da campanha de Roberto Cidade no local. Um dos suspeitos afirmou ainda que a campanha do ex governador Wilson Lima também estaria proibida na região.

Ele classificou a determinação como uma “ordem do tráfico”.

Apesar dos relatos, ainda não há confirmação independente sobre a origem da ordem ou sobre a identidade de quem teria determinado o ataque. A investigação deverá apurar se as versões apresentadas pelos suspeitos são verdadeiras e qual seria a motivação para impedir a presença das campanhas na área.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas.