
O Senado Federal instalou nesta quarta-feira (4) uma comissão destinada a apurar as supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A comissão terá poderes para propor a quebra de sigilos bancários e telefônicos, realizar diligências, visitar autoridades e convocar investigados e testemunhas.
Poderes e Questionamentos
Segundo o senador Renan Calheiros, a Lei Complementar 105 de 2001 permite que a comissão solicite ao plenário do Senado a quebra de sigilos, caso aprovada. Além disso, Renan Calheiros afirmou que pretende questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por escrito sobre uma suposta reunião com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Banco Central sob Escrutínio
A comissão também se reunirá com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para discutir o caso. Calheiros criticou o que considera uma demora do BC na liquidação do banco investigado, ressaltando a importância das informações que o órgão possui sobre o sistema financeiro.
Tentativa de Venda e BRB
Um dos focos da investigação será a tentativa de venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), uma instituição pública. A comissão buscará respostas sobre se houve pressão do Banco Central para que o BRB efetuasse a compra de um banco considerado “quebrado”.
Pressões e Liquidação
Calheiros também acusou lideranças parlamentares de terem pressionado o Tribunal de Contas da União (TCU) para reverter a liquidação do Banco Master. Segundo ele, houve tentativas de “chantagem” e de elevar o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como parte dessa pressão, além de o presidente do BC ter sido “várias vezes procurado” por autoridades.
Pedidos de CPI
Paralelamente, a oposição protocolou um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com apoio de mais de 40 senadores e 230 deputados. A criação da CPMI depende da autorização do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Outros pedidos de CPIs também tramitam, com diferentes focos e alinhamentos partidários.
Com informações da Agência Brasil








