Homem de confiança de ex-governadores é preso pela PF; ele é responsável pelo prejuízo de R$ 3 milhões na compra de respiradores no AM

A Polícia Federal  deflagrou nesta manhã (8), em Manaus, a segunda fase da operação Sangria, que investiga em tese a compra fraudulenta de respiradores pulmonares no Amazonas. Nessa etapa, em que investiga o suposto esquema de corrupção na Saúde do estado, o empresário Gutemberg Alencar, homem de confiança e ‘pau mandado’ de Amazonino Mendes (Podemos), é um dos envolvidos.

Alencar, foi alvo de busca e apreensão por agentes da Polícia Federal. De acordo com as investigações, o empresário foi o responsável pelas intermediações a respeito das aquisições fraudulentas de respiradores durante o pico da pandemia por coronavírus no estado. Gutemberg é o principal suspeito de financiar e, indicar a loja de vinhos que vendeu os aparelhos ao estado.

Outra acusada envolvida no esquema que abriu o jogo para os investigadores, é a ex-gerente de compras da Secretaria de Saúde do Amazonas, Alcineia Pinheiro.

Presa em junho, na primeira fase da operação, Alcineia revelou como funcionou o esquema para a compra superfaturada de respiradores. Ela contou que Guttemberg Leão Alencar, foi indicado por membros do governo para fazer a negociação com Fábio Passos, dono da loja de vinhos FJAP e Cia, usada para comprar 28 respiradores, que apresentavam sobrepreço de 133%, custando cerca de R$ 3 milhões aos cofres públicos.

O esquema foi responsável pelo superfaturamento de mais R$ 500 mil, segundo apontamento da Controladoria-Geral da União. O contrato de vendas com o governo pela empresa Vineria Adega, especializada na comercialização de bebidas alcóolicas, saiu pelo valor de R$ 2,9 milhões.

Gutemberg Alencar é ex-policial militar, profissão que abandonou por causa dos muitos ‘esquemas’ que se envolveu desde que entrou na política local, como ‘testa-de-ferro’ de ex – governantes. Alencar é dono de um vasto patrimônio adquirido em pouco mais de 10 anos. É casado com uma jornalista que abandonou a profissão, para se dedicar à empresas do segmento de beleza, que segundo testemunhas, são empresas de fachada, utilizadas para cometer crimes de lavagem de dinheiro.

Outros cinco investigados, também foram alvo da segunda etapa da operação: o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias de Souza Lima, a ex-secretária executiva de Saúde da capital Dayana Priscila Mejia de Souza, o engenheiro clínico Ronald Gonçalo Caldas Santos, a ex-secretária de Comunicação Daniela Assayag, e o marido dela, o médico Luiz Carlos Avelino Júnior.

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