segunda-feira, 20 de julho de 2026

Projeto de lei inspirado em Klara Castanho, prevê punição de servidores que violam sigilo de adoção no AM

Foi apresentado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quinta-feira (30), um projeto de lei inspirado no crime que sofreu a atriz Klara Castanho, de 21 anos, exposta após ter engravidado e entregado o bebê para adoção.

De autoria da deputada estadual Alessandra Campêlo (PSC), o projeto garante o sigilo de informações acerca do nascimento e do processo de entrega direta de recém-nascidos para adoção por gestantes no estado.

“O projeto vai criar protocolos e metodologias, mas também sanções administrativas a qualquer pessoa na rede de saúde do estado do Amazonas seja ele servidor público ou não”, declarou a deputada.

Alessandra Campêlo chamou a atenção, ainda, para o fato de críticas da sociedade às mulheres que, vítimas de estupro, decidem pelo aborto legal, mesmo sendo um direito constitucional. “Se a mulher fica grávida de um estuprador e decide abortar, mesmo sendo um direito constitucional, ela é condenada pela sociedade. Se fica grávida de um estuprador e, mesmo tendo direito constitucional de praticar o aborto, mas decide ter um filho e depois entregar para doação, ela é condenada pela sociedade”, lembrou.

A parlamentar afirmou também que Klara Castanho foi violentada além sexualmente, violentada pela sociedade, pelas redes sociais e por maus profissionais. “Essa lei estabelece punições administrativas, também vai ter uma regulamentação, protocolos, metodologias e formas de ação. Porque o que a gente tem que, além de punir, tem que prevenir esse tipo de crime Dentro da Saúde do estado do Amazonas”, defendeu.