sábado, 29 de agosto de 2026

Policiais são presos suspeitos de envolvimento em esquema de R$ 2,35 milhões em propina

Nesta sexta-feira (28), a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagraram a Operação Merx para investigar um suposto esquema envolvendo policiais civis acusados de cobrar propina para liberar mercadorias de origem ilegal.

A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro policiais: Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi, Marcos Vinicius de Souza Melo e Vagner Ramalho. O investigador Vagner de Lima foi afastado das funções.

Além dos agentes, também são investigados Sidiclei da Costa Almeida, apontado como responsável por intermediar as negociações, e Jonathan Renan Vieira e Thiago Marcel Magnabosco, suspeitos de realizar os pagamentos. Conforme as investigações, as propinas teriam movimentado cerca de R$ 2,35 milhões.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificou transferências para a empresa Rivieira Soluções em Tecnologias Ltda. e para pessoas que seriam utilizadas para receber e ocultar os valores.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Paraná e Goiás, incluindo delegacias da Grande São Paulo. A Justiça também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens dos investigados, em um montante de até R$ 4 milhões.