
Policiais militares envolvidos na apreensão de objetos sagrados em um terreiro de matriz africana, na zona norte de Manaus, foram retirados do serviço operacional e passaram a atuar em funções administrativas enquanto o caso é investigado.
A medida foi adotada após representantes da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matriz Africana (Aratrama) cobrarem providências da Polícia Militar do Amazonas. Segundo a entidade, seis viaturas e um capitão participaram da ocorrência, e todos os envolvidos foram afastados das ruas.
A Aratrama afirma que houve invasão de espaço sagrado e violação da liberdade religiosa. A entidade também questiona os procedimentos adotados durante a ação, incluindo a ausência de equipamentos para medir o nível de ruído, caso a ocorrência tivesse relação com denúncia de perturbação do sossego.
A Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM) declarou apoio aos policiais e destacou que os envolvidos têm direito à presunção de inocência, ampla defesa e devido processo legal.
O caso segue sendo investigado nas esferas administrativa e criminal. As lideranças religiosas também cobram o cumprimento de medidas previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Estado com o Ministério Público Federal para combater a intolerância religiosa.







