terça-feira, 28 de julho de 2026

PF investiga R$ 400 milhões em investimentos da previdência do Amapá no Banco Master

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (5) a Operação Zona Cinzenta, cumprindo quatro mandados de busca e apreensão em Macapá (AP). A investigação apura a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) no Banco Master, instituição financeira que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central no ano passado.

A ação busca identificar se houve irregularidades por parte dos gestores da Amprev (Amapá Previdência), autarquia estadual responsável pela gestão dos recursos previdenciários. Mandados foram expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal e visam apurar a aprovação e execução de investimentos em uma operação considerada de risco, com suspeitas de crimes de gestão temerária e fraudulenta.

Recursos dos segurados supostamente protegidos

A Amprev informou, em nota, que os recursos dos 30 mil segurados ativos e 2.100 beneficiários (civis e militares, entre aposentados e pensionistas) estão protegidos. A autarquia destacou uma decisão judicial favorável em ação movida contra o Banco Master.

Segundo a nota, a 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá autorizou o Estado e a Amprev a reterem valores de empréstimos consignados que seriam repassados ao Banco Master. Esses recursos serão provisionados em conta específica no Banco do Brasil, sob fiscalização do Judiciário, até o julgamento final do processo.

A decisão judicial também impediu o Banco Master de realizar cobranças contra servidores, aposentados e pensionistas com empréstimos consignados. Os valores retidos permanecerão depositados em instituição financeira idônea, com prestação de contas ao Judiciário a cada 90 dias, conforme explicou o presidente da Amprev, Jocildo Lemos.

Com informações da Agência Brasil