Pesquisas apontam que Manaus atingiu a Imunidade de rebanho e desacelerou o Covid-19

Um novo estudo realizado por pesquisadores brasileiros, em parceria com Havard (EUA), Imperial College (Reino Unido), e Universidade de Oxford (Reino Unido) e outros institutos avançados, divulgado nesta segunda-feira (21), indica que Manaus atingiu a chamada Imunidade de rebanho, provocando a diminuição de novos casos de covid-19 na capital.

O pico de pessoas imunizadas aconteceu no mês de junho com 51,8% da população apresentando anticorpos. Corrigido os falsos negativos, os números indicam que até 66% da população teria sido infectada pelo vírus.

Ainda segundo a pesquisa, mais de 130 mil pessoas foram infectadas e quase 4.000 vieram à óbito ao longo desses seis meses do primeiro caso relatado.

A capital do Amazonas foi uma das cidades mais atingidas pela pandemia, desde o primeiro caso registrado em 13 de março. Em um mês, já eram mais de 3.000 casos. No dia 15 de setembro, foram registrados cerca de 45 mil casos e mais de 2. 435 mortes.

Para contornar os falsos negativos, os pesquisadores analisavam as amostras de sangue por meio de sorologia em diferentes datas. Ao observar a presença de anticorpos ao longo do tempo, os cientistas constataram que a doença apresenta maior gravidade e maior quantidade de anticorpos entre o 20º e 33º dia após a infecção. Chegando a sensibilidade sorológica quando o teste detecta o vírus em 91,8%.

Para a pesquisa foram analisados também amostras de sangue em São Paulo para comparação estatística.

Mesmo com essas descobertas , não é possível afirmar que a queda de casos em Manaus é apenas devido a Imunidade de rebanho, já que a partir de março, a população deu início ao distanciamento social.

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