Pastor que ‘viralizou’ em vídeo demonizando a esquerda já foi investigado por lavar R$ 20 milhões

Conhecido por Pastor Jônatas, envergonhado de seu sobrenome ‘Câmara’, presidente da igreja Assembleia de Deus no Amazonas, Jônatas Câmara esteve em alta nas últimas semanas por protagonizar e promover um vídeo em que afirma durante culto religioso que a “esquerda” é um espectro politico com raízes no satanismo.

O novo discurso fanático de Jônatas Câmara trata-se de uma nova estrategia de repor alguma legitimidade politica, já que o nome de sua família anda meio queimado na politica amazonense. Deixando de lado os axiomas religiosos, o pastor buscou a apelar a um outro tipo de extremismo, para reconstruir sua base um dia privilegiada a frente dos mandos autoritários. Hoje vamos relembrar que é o Pastor Jônatas, e quem foi a família Câmara.

No ano de 2004, a frente da IEADAM, Jônatas foi um dos mais de 150 investigados em 7 estados nos desdobramentos da operação ”Farol da Colina”, que tinha como objetivo desbaratar núcleos de atividade criminosa comandados por doleiros de todo o País, através da apreensão de material e equipamentos que permitam confirmar as operações irregulares de câmbio que vêm sendo efetuadas através do sistema de dólar-cabo.

As suspeitas é que mais de R$ 20 milhões tenham sido enviados ao exterior sem declaração ao Fisco. Também foi alvo de investigação o outro irmão deles, Dan Câmara, que é pastor da igreja e ex comandante-geral da Polícia Militar no Amazonas.

em 2008, irmão de Jônatas, Dan Câmara chegou integrar a PMAM como comandante geral da corporação.

Na época, a PF descobriu que havia nos estados um esquema milionário de evasão de divisas, com o envio de dinheiro a uma conta de um banco em Nova York, o Beacon Hill Service Corporation. O dinheiro, de acordo com a PF, foi enviado no período de 1999 a 2002. Depois de analisados os documentos da operação de 2004, Fontes diz que a PF encontrou indícios contra os pastores da igreja.

Conhecido como “Clã Câmara”, os três irmãos estabeleceram sua força política, e a cada ano acrescentando novos processos nas suas extensas e volumosas fichas corridas, que vão desde falsidade ideológica, passando por envolvimento com narcotráfico, a crime contra o sistema financeiro.

Com informações de MPF e Polícia Federal

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