
A chuva desta terça-feira (3) provocou o desabamento de parte do muro da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) na rua Barcelos, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. A estrutura cedeu por volta das 6h10 e atingiu dois carros: um Chevrolet Onix branco e um Fiat Argo. Ninguém se feriu, mas a Defesa Civil identificou risco de novos desabamentos em outros trechos do muro.
O Onix foi o mais atingido. De acordo com o dono, Rômulo, o impacto deslocou o veículo, que por pouco não atingiu uma casa vizinha. “Meu carro estava estacionado pela esquerda e, pelo impacto, ele foi deslocado para a direita e por pouco não atingiu uma casa de outro morador”, disse.
Apesar do prejuízo, Rômulo destacou que o mais importante foi não haver feridos. “Graças a Deus, é prejuízo financeiro, não é de uma vida. A gente pode correr atrás”, afirmou.
O morador contou que usa o carro para trabalhar e que o prejuízo afeta diretamente a renda da família. “Utilizo esse carro como fonte de renda. É isso que eu fico mais triste com a situação”, lamentou.
Depois do desabamento, Rômulo registrou boletim de ocorrência e procurou a Cema. Segundo ele, o órgão abriu protocolo de atendimento, mas ainda não informou como será a retirada do carro e dos escombros nem se haverá ressarcimento. “Até então a gente está no aguardo desse e-mail. Não sabemos se é para remover o carro, como vai ser a remoção desses entulhos”, explicou.
O diretor de Operações da Defesa Civil, Jorge Mendes, explicou que o desabamento foi causado por acúmulo de sujeira na estrutura de drenagem, que deixou de escoar a água da chuva. A água represada pressionou o muro até derrubá-lo. “Tem uma drenagem que está irregular. A escada hidráulica foi totalmente fechada por sujeira, não comportou, a água represou e acabou derrubando o muro”, afirmou.
Jorge Mendes alertou que outros trechos do muro também correm risco de cair, inclusive a parte lateral e a área próxima às casas de madeira. “Esse muro aqui também corre risco de desabar, essa parte lateral e aquela do lado das casas de madeira”, disse.
Como o local fica perto de residências e áreas de circulação, a Defesa Civil recomenda que moradores evitem os trechos sob risco até que as equipes concluam as avaliações. Novas chuvas podem agravar a situação das estruturas já comprometidas.







