quinta-feira, 11 de junho de 2026

Mulher remove tatuagem após descobrir farsa de falsa adolescente no Paraná

Uma das vítimas de Amanda Maria Souza de Oliveira chegou a tatuar no pulso o nome falso utilizado pela golpista durante uma das fraudes aplicadas no Paraná. Na época, a mulher acreditava estar ajudando uma adolescente chamada Emily, que supostamente enfrentava um câncer em estágio terminal.

Comovida pela história, a vítima decidiu eternizar o nome da jovem ao lado dos nomes dos próprios filhos. Após descobrir que tudo não passava de uma farsa, ela recorreu a sessões de remoção a laser para apagar a tatuagem.

O contato entre as duas começou em 2021, durante encontros de um grupo de oração realizado pela internet. Segundo relato da vítima, Amanda se apresentou como uma menina de 13 anos que lutava contra uma doença terminal e pedia orações para morrer, alegando que não queria mais causar sofrimento à mãe.

A história sensibilizou os integrantes do grupo, que passaram a acompanhar a suposta adolescente. Com o passar do tempo, Amanda conquistou a confiança das participantes e estreitou os laços afetivos. Em determinado momento, pediu que uma delas fosse sua madrinha de batismo. Depois, alegando que a mãe havia morrido, passou a chamá-la de mãe.

O golpe durou cerca de dez meses. As suspeitas começaram a surgir quando a falsa adolescente passou a solicitar dinheiro aos integrantes do grupo. Diante das inconsistências nos relatos, eles iniciaram uma série de verificações e descobriram que não havia registros da jovem nos hospitais onde ela afirmava receber tratamento.

A fraude foi definitivamente desmascarada quando uma das participantes pediu para falar com uma suposta tia biológica de Emily. Durante a conversa, percebeu que a pessoa do outro lado era a própria Amanda, utilizando mais uma identidade falsa. O caso foi registrado em boletim de ocorrência em 2022.

Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa preventivamente no último dia 2 de junho. As investigações apontam que ela passou anos se apresentando como adolescente para conseguir acolhimento, apoio financeiro e emocional de famílias, grupos religiosos e instituições em diferentes estados do país.

O caso mais recente ocorreu em Joinville (SC), onde ela viveu por mais de um ano como filha adotiva de um casal que acreditava estar acolhendo uma menina de 12 anos.