terça-feira, 28 de julho de 2026

Ministério Público de Minas Gerais alerta sobre riscos da exposição de menores nas redes sociais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu um alerta sobre os perigos da exposição excessiva de crianças e adolescentes nas redes sociais. Segundo o promotor André Salles, a divulgação de informações pessoais por menores pode torná-los alvos fáceis para criminosos que utilizam esses dados para aplicar golpes e cometer crimes.

Limites e controle parental

Salles ressaltou que a exposição de menores deve ser evitada, com a imposição de limites claros por parte dos pais e responsáveis quanto ao uso das redes sociais. Mesmo quando fotos ou dados são compartilhados, é fundamental restringir o acesso a essas informações.

“Essas informações são valiosas para bandidos quando vão elaborar seus golpes”, explicou o promotor. Ele detalhou que criminosos podem criar uma relação de confiança, fingindo ser figuras de autoridade como diretores de escola ou gerentes de banco, tornando a armadilha mais crível com base nas informações obtidas online.

Campanhas de conscientização

O MPMG tem realizado campanhas para conscientizar a população, especialmente jovens, sobre os riscos de exposição nas redes sociais, que podem levar a golpes e crimes como a montagem de fotos. O objetivo é reforçar o controle e definir os limites para a divulgação de informações pessoais na internet, pois “qualquer informação serve como identidade”.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Cibernético (Gaeciber) do MPMG também promove ações de conscientização para seus próprios funcionários.

Uso responsável da internet

Com 94% dos brasileiros conectados à internet, conforme dados do IBGE de 2024, o promotor enfatizou a necessidade de um uso responsável da rede. O Gaeciber atua continuamente na prevenção e conscientização sobre crimes cibernéticos.

Recentemente, foi criada uma força-tarefa para combater golpes relacionados ao pagamento do IPVA, que já resultou em condenações. No ano passado, essa força-tarefa obteve sentenças de mais de 14 anos de prisão para autores de crimes sexuais e mais de 12 anos para crimes de extorsão, evidenciando a gravidade desses delitos.

Com informações do Ministério Público de Minas Gerais