sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Jovem morta em Londrina relatou incômodo com visitas de suspeito dias antes do crime

Três dias antes de ser assassinada com 44 facadas em uma academia de Londrina, no Norte do Paraná, Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, enviou áudios a um amigo relatando o comportamento de um homem que aparecia repetidamente no local onde ela trabalhava.

As mensagens foram enviadas em 8 de setembro. Thaissa contou que Gabriel de Andrade, de 21 anos, já havia visitado a academia pelo menos cinco vezes. Segundo o relato, ele também havia encaminhado currículo para trabalhar no estabelecimento, mas não conseguiu a vaga.

Em uma das gravações, a jovem demonstra desconforto com a insistência do rapaz e comenta sobre a existência de câmeras de segurança. Thaissa também descreve uma situação em que acompanhou Gabriel durante uma visita e ficou incomodada quando ele demonstrou interesse em conhecer os banheiros.

Na segunda feira (14), o delegado Magno Miranda informou que o gerente da academia confirmou à polícia que Gabriel havia se candidatado a uma vaga antes do assassinato.

Thaissa foi morta na sexta feira (11), enquanto distribuía panfletos no estacionamento do estabelecimento, que estava próximo de ser inaugurado.

Depois do ataque, Gabriel fugiu e parou em uma rua próxima devido a ferimentos na mão. Ele recebeu ajuda de pessoas que estavam no local e afirmou que havia sido assaltado. Samu e Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência.

Enquanto os agentes prestavam atendimento ao suposto assalto, trabalhadores chegaram à academia para realizar serviços e encontraram manchas de sangue. A polícia foi avisada e uma equipe foi até o estabelecimento, onde localizou o corpo de Thaissa.

Conforme a polícia, Gabriel confessou o assassinato e afirmou que tinha intenção de estuprar a jovem. Ainda segundo os agentes, ele disse que matou Thaissa depois de não conseguir consumar o estupro.

O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro.

À Polícia Civil, entretanto, Gabriel apresentou versões contraditórias e afirmou não se lembrar dos detalhes do crime. Segundo o depoimento, ele recordava apenas de ter ido à academia onde Thaissa foi assassinada.