sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Fim da escala 6×1 é prioridade do governo, diz ministro Guilherme Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, reiterou que o fim da escala 6×1 é uma das prioridades do governo federal para este ano. A proposta defendida pelo ministro e pelo presidente Lula é estabelecer uma jornada de trabalho com, no mínimo, dois dias de descanso por semana, reduzindo a carga horária máxima para 40 horas semanais sem alteração salarial.

Resistência empresarial e avanços históricos

Boulos reconheceu a resistência de empresários à medida, mas comparou a situação a outros direitos trabalhistas conquistados historicamente no Brasil, como o salário mínimo, o 13º salário e as férias remuneradas. Segundo ele, a alegação de que essas mudanças prejudicariam a economia não se confirmou no passado.

Outras prioridades do governo

Além da escala de trabalho, o ministro destacou a aprovação da PEC da Segurança Pública como outra prioridade, visando a criação de um Ministério da Segurança Pública com atribuições legais claras. A garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos de transporte também está na pauta, com a necessidade de estabelecer taxas fixas repassadas às empresas para evitar prejuízos aos trabalhadores.

Boulos criticou a alta porcentagem do lucro das viagens que fica com as empresas de aplicativos, considerando-a inaceitável. O debate se estende aos entregadores, para os quais um grupo de trabalho já foi criado para formular propostas de regulação.

Debate sobre hidrovias no Pará

O ministro também mencionou sua participação em uma reunião com lideranças indígenas do Pará, que protestam contra o decreto que inclui hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND). Os indígenas temem que a medida afete o meio ambiente e a soberania alimentar de suas comunidades.

Boulos afirmou defender que o governo atenda à pauta indígena e expressou otimismo quanto a boas notícias sobre o tema. Ele ressaltou que, embora o decreto tenha sido publicado antes de sua gestão, sua defesa é pela acolhida da reivindicação indígena, considerada justa e necessária.

Com informações da Agência Brasil