
Nesta segunda-feira (15), um tribunal de Oslo condenou a quatro anos de prisão Marius Borg Høiby, filho da princesa Mette-Marit da Noruega. A sentença foi determinada devido a dois casos de estupro e por maus-tratos a uma de suas ex-namoradas, entre outros crimes, conforme informou a emissora de televisão pública NRK.
Høiby, de 29 anos e que não faz parte da família real norueguesa, foi absolvido de outros dois estupros pelo tribunal.
O Ministério Público norueguês havia pedido sete anos e sete meses de prisão pelos 39 crimes pelos quais o jovem era acusado, enquanto a defesa pedia a absolvição das acusações mais graves e aceitava uma pena menor de um ano e seis meses pelos crimes que Høiby reconheceu, entre eles transporte de maconha e ameaças.
O jovem, fruto de um relacionamento de Mette-Marit anterior ao seu casamento com o príncipe herdeiro Haakon, era acusado de quatro casos de estupro enquanto as vítimas dormiam – quatro mulheres com quem ele já havia tido relações sexuais consentidas anteriormente.
O tribunal considerou provados dois desses casos, um ocorrido no porão da residência dos príncipes herdeiros em Skaugum (nos arredores de Oslo) e outro no apartamento da vítima: em ambos há provas em vídeo que, segundo a sentença, demonstram que as jovens não estavam conscientes no momento do ato.
Høiby também foi condenado a pagar uma indenização conjunta de 640.000 coroas norueguesas (cerca de R$ 500 mil) a quatro vítimas, segundo a sentença divulgada no tribunal de Oslo.
O filho de Mette-Marit não esteve presente na sala, já que o tribunal permitiu que ele acompanhasse a leitura do veredito a partir da prisão por motivos de saúde.
A defesa de Høiby informou que reservará um tempo para estudar a sentença antes de decidir se irá recorrer ou não, segundo a agência de notícias NTB.
Høiby está em prisão preventiva desde o dia 2 de fevereiro, um dia antes do início do julgamento, quando foi detido por novos crimes, entre eles o de violar a proibição de se aproximar de uma das vítimas.
O filho de Mette-Marit pediu em várias ocasiões para cumprir a preventiva em sua casa com uma tornozeleira eletrônica, mas o Ministério Público e a Justiça rejeitaram a solicitação devido ao risco de reincidência.
A última tentativa ocorreu há poucos dias, quando o jovem apelou para a doença de sua mãe, que foi incluída na lista de espera para um transplante de pulmão devido ao agravamento da fibrose pulmonar crônica que lhe foi diagnosticada em 2018.
No entanto, embora um tribunal de primeira instância tenha decidido a favor de Høiby, o Tribunal de Apelação aceitou o recurso do Ministério Público e a defesa optou por não recorrer ao Supremo Tribunal.
Høiby já havia admitido anteriormente ter problemas com o álcool e outras drogas, além de sofrer de transtornos psicológicos.







