terça-feira, 25 de agosto de 2026

Em Jutaí, Wilson Lima visita base fluvial e defende criação de Polícia de Fronteira para conter cr1me organizado na Amazônia

O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) esteve em Jutaí neste domingo (23), onde participou de mobilização popular e inspecionou a Base Fluvial Arpão 1, instalada às margens do Rio Solimões. A estrutura, montada durante sua administração, compõe uma malha de vigilância fluvial que, desde 2020, teria provocado perdas superiores a R$ 1,2 bilhão a facções criminosas.

Durante a visita, o postulante ressaltou que os aportes feitos pelo Executivo estadual possibilitaram às corporações locais melhores condições operacionais para enfrentar quadrilhas que utilizam lanchas velozes e artefatos de alto poder destrutivo.

“Nós montamos estruturas robustas como a Base Arpão em pontos estratégicos. Primeiro no Médio Solimões, depois identificamos a necessidade de colocar no Alto Solimões e também no Rio Negro, com homens e mulheres preparados, além de outras estruturas como lanchas blindadas, drones e armamento pesado”, afirmou.

A malha de vigilância permanente nos rios envolve as bases Arpão 1, em Jutaí; Arpão 2, em Coari; Arpão 3, em Barcelos; Tiradentes, em Codajás; e Delegado José Pinto Nery, em Itacoatiara. Juntas, essas unidades retiraram de circulação mais de 36 toneladas de entorpecentes e resultaram em 961 detenções desde 2020.

À frente do governo, Wilson também modernizou o armamento da Polícia Militar e fortaleceu as ações nos cursos d’água com embarcações blindadas, drones, itens de proteção individual e ferramentas tecnológicas. O aparato ampliou a segurança dos agentes e ofereceu melhores condições para o enfrentamento direto a grupos ligados ao tráfico, aos assaltos fluviais, aos delitos ambientais e demais práticas ilícitas.

O desempenho também aparece nos indicadores gerais da segurança pública. No ano passado, o Amazonas apreendeu 46,6 toneladas de substâncias ilícitas, número superior às 43,2 toneladas recolhidas em 2024 e o maior já registrado no estado.

Na avaliação do candidato, o crescimento nas apreensões demonstra a eficácia dos recursos aplicados pelo estado, mas também expõe a limitação do Amazonas em proteger sozinho uma extensa área limítrofe usada como corredor por redes criminosas transnacionais.

Wilson Lima propõe a criação de uma força policial específica para atuar nas divisas, com efetivo treinado, atuação contínua, inteligência e aparato adequado às peculiaridades da floresta amazônica. Ele afirma que, se eleito, atuará no Congresso para exigir maior envolvimento do Governo Federal e aproximar a União das forças locais.

“Sozinhas, as nossas polícias não conseguem carregar essa responsabilidade de proteger as fronteiras. É por isso que eu quero estar em Brasília: para cobrar o Governo Federal, defender uma Polícia de Fronteira e fazer com que a União esteja cada vez mais presente, reforçando a proteção das nossas fronteiras”, declarou.