
O dono do Hot Dog do Magnata, em Manaus, Maycon Roque Pontes Chaves, passou a ser criticado nas redes sociais após anunciar que pretende suspender ações sociais e filantrópicas por causa da reeleição do presidente Lula (PT). A decisão veio depois que o proprietário da Ice Cream Mix comunicou que a empresa deixaria de ajudar pessoas que “preferem viver de auxílios do governo”.
Em uma publicação, Maycon disse que a ideia era “boa” e que também adotaria a medida. Conhecido como “Magnata”, ele já havia protagonizado outra situação contraditória: em 2022, foi flagrado humilhando, gritando e apontando o dedo na cara de funcionários da sede do lanche, no São Jorge, Zona Oeste de Manaus.
O episódio foi registrado por um cliente que esperava o pedido. O caso foi classificado como assédio moral, porque o empresário chamou o colaborador de “moleque” e mandou que ele “calasse a boca”. Na época, muitas pessoas criticaram a grosseria desnecessária, principalmente por ter ocorrido na frente dos clientes.
Desta vez, clientes, usuários da rede social, o empreendedor Luiz Tanak e a influenciadora Caila Carim repudiaram a nova posição da empresa diante de um resultado democrático.
A influenciadora afirmou que o estabelecimento é frequentado pela minoria, não por pessoas ricas, e que “caridade de verdade não escolhe lado”. “A maior parte dos clientes é justamente a população que vocês agora parecem desprezar. E, pelo visto, essa tal filantropia parece ter sido muito mais uma estratégia de mídia do que um compromisso genuíno com o próximo”, avaliou.
Luiz Tanak disse que há pessoas necessitadas nos dois espectros políticos e que a caridade não deveria ter lado. “Também existem necessitados de direita, porque o que eu mais vi foi gente vivendo de bolsa-família, pé de meia, auxílio gás, morando em casa doada, às vezes sem o básico, e votando no Flávio também. Solidariedade não deveria depender de voto e caridade não deveria ter lado político”.
Maycon ainda não confirmou se interromperá as ações do estabelecimento. Muitos seguidores afirmaram que as doações, então, não eram feitas “de coração” e por empatia. A revolta de empresários que votaram em Flávio Bolsonaro também tem provocado uma onda de boicote a estabelecimentos considerados de “esquerda”, demissões e cortes em serviços a preços populares.







