quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Dias Toffoli deixa relatoria de investigação sobre o Banco Master após menções em celular de banqueiro

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou o seu afastamento da relatoria do inquérito que investiga as supostas fraudes do Banco Master. A decisão ocorre após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir um relatório da Polícia Federal (PF). O documento da PF aponta menções ao ministro encontradas em mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

Com o pedido de Toffoli acatado, caberá a Fachin redistribuir o caso para outro ministro do Supremo. Em nota oficial, os demais ministros da Corte manifestaram apoio a Toffoli, afirmando que não há indícios de suspeição ou impedimento em sua conduta. A nota ressalta que o ministro atendeu a todos os pedidos feitos pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Reunião e apoio da Corte

Durante a reunião, que se estendeu por aproximadamente três horas, os ministros tomaram conhecimento do relatório da PF que detalha as menções a Toffoli encontradas no celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante uma operação. O conteúdo dessas menções está sob segredo de justiça.

Inicialmente, a defesa de Toffoli havia pedido para que ele permanecesse na relatoria. No entanto, diante da repercussão pública e da pressão para se afastar do caso, o ministro acatou o pedido de redistribuição.

Contexto da investigação

Desde o mês passado, Toffoli tem sido alvo de críticas por manter a relatoria do caso, especialmente após reportagens indicarem que a PF encontrou irregularidades em um fundo de investimento associado ao Banco Master. Esse fundo teria adquirido uma participação em um resort no Paraná, cujo proprietário era familiar do ministro. Em resposta às publicações, Toffoli divulgou uma nota à imprensa confirmando sua sociedade no resort, mas negando ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.

Com informações da Agência Brasil