sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi feito pelo deputado Alfredo Gaspar (União/AL).

Silva é citado em mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que detalham o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, supostamente Lulinha. A defesa de Silva negou qualquer relação com as fraudes contra beneficiários do INSS.

Outras deliberações da CPMI

Durante a 32ª reunião, foram votados outros 86 requerimentos. Entre eles, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações. Augusto Ferreira Lima, ex-executivo e sócio do Banco Master, foi convocado.

Também foram aprovadas convocações para o ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura, a empresária Danielle Miranda Fontelles e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Investigações e Convocações

André Moura é apontado como um dos possíveis articuladores de fraudes no INSS, especialmente em Sergipe. Danielle Fontelles é suspeita de operar estruturas de fraudadores no exterior para circulação internacional de capitais.

Gustavo Marques Gaspar foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) por supostas relações com integrantes do esquema de descontos associativos fraudulentos.

Depoimentos e Ausências

A CPMI do INSS também ouvirá o depoimento do empresário Paulo Camisotti, investigado por suposta participação em fraude bilionária. O deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB/MA) e o advogado Cecílio Galvão não compareceram para depor.

Araújo alegou motivo de saúde e proibição de deixar São Luís, além de não se aproximar do deputado federal Duarte Junior, por determinação do STF. Galvão alegou compromissos profissionais, o que levou o presidente da CPMI a solicitar condução coercitiva.

Com informações da Agência Brasil