sexta-feira, 5 de junho de 2026

Covid-19 lidera mortes por vírus respiratórios em janeiro no Brasil

Janeiro de 2024 registrou 29 mortes no Brasil em decorrência da Covid-19, segundo dados do Vigilância das Síndromes Gripais. O vírus SarsCov-2 se consolidou como o mais letal entre os identificados no período, embora o número total de óbitos por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) ainda possa sofrer atualizações.

Das 163 mortes por SRAG nas primeiras quatro semanas do ano, 117 não tiveram o agente viral principal identificado. A Covid-19 foi responsável por 29 óbitos, seguida pela Influenza A H3N2 e Rinovírus, ambos com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis.

Outros vírus e casos registrados

Os vírus H1N1, Influenza B e VSR somaram cinco mortes. No total, foram registrados 4.587 casos de SRAG, incluindo os não letais, com 3.373 sem a identificação do vírus causador. São Paulo liderou o número de mortes confirmadas, com 15 óbitos em 140 casos.

Perfil das vítimas e vacinação

As mortes concentraram-se em idosos com mais de 65 anos, totalizando 108 óbitos. Desses, 19 tinham diagnóstico positivo para SarsCov-2. Os dados de vacinação apontam para uma cobertura abaixo do considerado ideal.

Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 faz parte do calendário básico para crianças, idosos e gestantes. No entanto, a adesão tem sido um desafio, com apenas menos de quatro a cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde sendo aplicadas em 2025. Foram distribuídas 21,9 milhões de vacinas, mas apenas 8 milhões foram utilizadas.

A plataforma Infogripe, da Fiocruz, monitora a ocorrência de SRAG e indica que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram gravemente após infecção por coronavírus, resultando em cerca de 1.700 mortes.

Com informações da Agência Brasil