terça-feira, 28 de julho de 2026

Carnaval 2026 no Rio: PM prende 458 suspeitos e recupera recorde de celulares

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgou um balanço positivo das operações realizadas durante o Carnaval de 2026. Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, 458 suspeitos foram detidos, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Além disso, 74 adolescentes foram apreendidos por atos infracionais, representando um crescimento de 28%.

Um dos destaques da operação foi a recuperação de 97 telefones celulares diretamente das mãos de suspeitos, um número recorde que representa um aumento de 169% em comparação com o carnaval passado. Mais de 12.500 policiais militares estiveram envolvidos em um esquema de policiamento ostensivo e ininterrupto.

Estratégias de Prevenção e Tecnologia

A Polícia Militar destacou que as revistas nos acessos a blocos e megablocos integraram a estratégia preventiva da corporação. O objetivo foi reduzir delitos oportunistas e combater a economia do crime, retirando de circulação objetos utilizados para intimidação e furtos rápidos, especialmente de celulares.

A tecnologia também desempenhou um papel crucial. Recursos de reconhecimento facial auxiliaram na localização de um indivíduo com mandado de prisão em aberto durante um evento na Ilha do Governador. Após um alerta do sistema, equipes do 17º BPM realizaram a abordagem e confirmaram a identidade do foragido.

Defesa do Consumidor em Foco

A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ também atuaram durante o período, com foco no combate a bebidas falsificadas, produtos sem procedência e alimentos vencidos. Sete camarotes foram multados durante os desfiles das escolas de samba.

O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, ressaltou a importância da acessibilidade. “A acessibilidade não é um diferencial, é uma obrigação legal. Quando um espaço não garante condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, ele fere direitos básicos do consumidor”, afirmou.

A fiscalização também verificou a qualidade e procedência de bebidas, além da exposição de preços e a afixação de cartazes obrigatórios do Procon.

Apreensões em Blocos de Rua

O Laboratório Itinerante do Consumidor esteve presente em blocos de rua, onde apreendeu cerca de 50 litros de bebidas com indícios de falsificação ou sem procedência, incluindo whisky, cachaça e vodka. “A bebida falsificada não é apenas uma fraude: é uma ameaça à vida”, alertou Gutemberg Fonseca.

Com informações da Agência Brasil